Entre o templo e o token

Na mitologia grega, Harpócrates é o deus do silêncio e dos segredos bem guardados. No DREX, proteger segredos — ou melhor, dados sensíveis — se tornou um dos desafios centrais.

O chamado trilema do DREX tenta equilibrar três elementos que raramente coexistem em sistemas distribuídos: #privacidade, #programabilidade e #componibilidade.

Na primeira fase do piloto, várias propostas foram testadas com base em provas de conhecimento zero (ZKP), mas nenhuma conseguiu atender bem aos três pilares sem sobrecarregar o sistema ou comprometer a auditabilidade. (Você pode ler aqui: https://lnkd.in/dAuaCgBb )

E é nesse espaço que surge o #Harpo.

Desenvolvida pelo consórcio SFCoop — com Sicoob, Sicredi, UNICRED, Cresol Central Brasil e Cooperativa Central Ailos —, o Harpo é uma proposta de código aberto, pensada para operar de forma nativa com os contratos inteligentes da plataforma DREX, sem exigir ferramentas adicionais.

O Harpo promete ser:
– robusto para proteger a privacidade,
– simples o suficiente para ser adotado por players menores,
– e uma oportunidade de tornar o DREX verdadeiramente plural e inclusivo.

No piloto atual, o Harpo será testado no caso de uso de tokenização de imóveis, ao lado do Banco do Brasil, Caixa e ONR.

Se bem-sucedido, pode se tornar referência para a camada de privacidade da futura moeda digital brasileira.

📌 O que está em jogo não é apenas a proteção de dados. É o desenho de um ecossistema mais acessível, cooperativo e escalável.