Entrevista à NovaBrasil: crime organizado, bancos e fintechs
13 de outubro de 2026. Participei do Jornal da NovaBrasil para conversar sobre o que muda para bancos, fintechs e instituições de pagamento diante da classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
Na entrevista, expliquei que a prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo já faz parte da operação cotidiana do sistema financeiro brasileiro. O novo cenário, porém, amplia a atenção necessária, sobretudo nas instituições com relacionamentos e transações internacionais.
O que muda na prática?
O ponto de partida continua sendo conhecer o cliente e monitorar as operações, desde a origem até o destino dos recursos. A análise não se encerra na abertura de conta: pagamentos, recebimentos e saques podem revelar comportamentos atípicos e possíveis usos indevidos dos serviços financeiros.
Também discutimos a maior complexidade das operações transfronteiriças. Além das regras brasileiras, transações com conexão internacional exigem atenção às exigências e eventuais restrições de outras jurisdições. Medidas sancionatórias dependem de critérios e processos específicos, e não são consequências automáticas de qualquer movimentação suspeita.
Monitoramento transacional e responsabilidade
Na conversa, destaquei o risco de contas cedidas ou alugadas a terceiros para a prática de fraudes e outros crimes. A identificação de padrões fora do perfil do cliente é parte essencial da prevenção, junto com governança, controles internos e comunicação às autoridades competentes nos casos previstos pela regulamentação.

Confira a entrevista completa: