O fim do “BaaS sem dono”: governança e resiliência na nova regulação do BC — Cantarino Brasileiro
O Cantarino Brasileiro publicou uma cobertura do debate sobre governança e resiliência no Banking as a Service, realizado durante o Fórum Payment Anyway.
Na conversa, destaquei que o BaaS não pode ser tratado como uma simples contratação de tecnologia. Quando uma instituição regulada viabiliza serviços oferecidos por uma empresa parceira, precisa conhecer e acompanhar os riscos de toda a operação — inclusive a segurança cibernética, o onboarding e os controles adotados pelo tomador.
Como as transações acontecem em tempo real, uma falha no parceiro pode afetar a continuidade do serviço e a segurança do prestador regulado. Por isso, supervisão de terceiros, auditoria, controles operacionais e planos de continuidade passam a fazer parte da própria resiliência do sistema.
O desafio é elevar a governança e a proteção do cliente sem eliminar a flexibilidade que permite a fintechs e empresas de diferentes setores inovar com BaaS. A ABBAAS mantém diálogo com o Banco Central sobre os impactos operacionais da implementação das regras e sobre caminhos que preservem essa capacidade de inovação.